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Itaú and Santander Reduced Interest Rates: Is Financing Your Property in 2026 Worth It?

Itaú and Santander Reduced Interest Rates: Is Financing Your Property in 2026 Worth It?

Não financie seu imóvel antes de entender as reduções de juros do Itaú e Santander

Casal analisando simulação de financiamento imobiliário após redução das taxas de juros do Itaú e Santander.
(Imagem: divulgação/reprodução por I.A)

O começo do segundo semestre trouxe uma novidade que muitos brasileiros esperavam: Itaú e Santander baixaram as taxas de financiamento imobiliário.

Apesar dos recuos serem pequenos, essa alteração reacende uma dúvida frequente entre quem deseja comprar a casa própria: é melhor financiar agora ou aguardar novas quedas nos juros?

Essa decisão varia conforme aspectos como renda, valor da entrada, perfil financeiro e expectativas sobre a taxa Selic.

Neste texto, avaliamos o contexto atual, apresentamos as taxas vigentes e destacamos pontos importantes a considerar antes de fechar um financiamento.

Quais foram as mudanças no financiamento imobiliário em 2026?

O mercado de imóveis começou 2026 apresentando um cenário distinto do que vimos nos anos anteriores.

Embora as taxas de juros permaneçam altas, os principais bancos privados já iniciaram ajustes nas condições para crédito imobiliário.

De acordo com um levantamento recente do setor imobiliário:

  • Itaú reduziu sua taxa mínima de financiamento de 11,70% para 11,60% ao ano + TR;
  • Santander passou de 11,99% para 11,79% ao ano + TR.

Essa diminuição acontece em meio às recentes alterações nas políticas habitacionais e às expectativas de que a Selic continue em trajetória de queda ao longo de 2026.

Como estão as taxas para financiamento imobiliário em 2026?

Fonte: pesquisa de mercado atualizada para o ano de 2026.

Vale lembrar que essas taxas são iniciais e que o valor final aprovado pode variar conforme fatores como:

  • Histórico de crédito;
  • Faixa salarial;
  • Vínculo com o banco;
  • Montante da entrada;
  • Prazo definido;
  • Tipo de imóvel.

Será que a redução dos juros realmente pesa no seu bolso?

Muita gente vê uma queda de 0,10 ou 0,20 ponto percentual e acha que não faz diferença. Na prática, isso pode impactar mais do que imagina.

Exemplo prático simplificado

Pense em um financiamento de R$ 400 mil para pagar em 35 anos.

Mesmo uma diminuição de 0,20 ponto percentual pode resultar em uma economia total entre R$ 15 mil e R$ 20 mil durante todo o contrato, conforme simulações do mercado.

Como os financiamentos imobiliários geralmente duram várias décadas, pequenas variações nas taxas podem gerar uma redução considerável no custo final da operação.

Será que vale a pena aguardar a Selic cair ainda mais?

Essa é uma das dúvidas mais frequentes nas buscas do Google atualmente.

Em 2026, a Selic começou a reduzir seu patamar, e o mercado espera novas quedas até o fim do ano.

Algumas previsões indicam que as taxas podem chegar perto de 12,5% ao ano até o final de dezembro.

Os riscos ao aguardar

Mesmo que as taxas possam cair nos próximos meses, há outro aspecto importante a considerar:

  • Imóveis podem ficar mais caros;
  • A concorrência por crédito tende a aumentar;
  • Bancos podem endurecer critérios de aprovação;
  • O imóvel desejado pode deixar de estar disponível.

Por isso, é fundamental avaliar não só a taxa de juros, mas também o momento financeiro e pessoal de quem vai comprar.

Quais outros perfis podem aproveitar o atual cenário?

Quem vai comprar o primeiro imóvel

Quem está deixando o aluguel agora encontra condições mais vantajosas do que em 2024 e 2025, quando as taxas de juros estavam em patamares recordes.

Famílias com entrada significativa

Quanto maior o valor da entrada, mais baixas tendem a ser as taxas negociadas e o custo total do financiamento.

Clientes com vínculo bancário

Os bancos geralmente oferecem condições especiais para clientes com histórico consolidado, investimentos ativos ou que recebem salário via portabilidade.

Itaú ou Santander: principais diferenças entre eles

Além das taxas, há outros aspectos que também devem ser considerados.

Nem sempre a principal diferença entre os bancos está na taxa divulgada.

O Custo Efetivo Total (CET), os seguros obrigatórios e outras condições específicas podem impactar bastante o valor final.

Será que junho de 2026 é um bom momento para financiar seu imóvel?

Junho costuma ser um mês em que o mercado imobiliário começa a ganhar força, especialmente antes do segundo semestre.

Além disso, o momento atual traz diversos fatores importantes para considerar:

  • Primeiros ajustes nas taxas dos bancos privados;
  • Perspectiva de continuidade na redução da Selic;
  • Expectativa de crescimento do crédito imobiliário em 2026;
  • Maior facilidade no acesso a financiamentos em certos casos.

Se você já tem uma reserva financeira, renda estável e encontrou o imóvel perfeito, este é o momento para prestar atenção.

Opinião do Autor

A queda anunciada por Itaú e Santander não muda radicalmente o mercado imobiliário, mas indica uma direção importante a ser seguida.

Na prática, os melhores momentos para contratar um financiamento geralmente não ocorrem quando as taxas já estão no seu ponto mais baixo.

No entanto, durante a fase de transição de um período de alta para uma fase de queda, os preços dos imóveis tendem a reagir com certa demora ao aumento da demanda.

Por isso, quem tem estabilidade financeira, uma entrada adequada e já encontrou um imóvel dentro do orçamento deve avaliar o cenário atual com cuidado.

O mais importante não é apenas buscar a menor taxa, mas garantir que o financiamento seja sustentável dentro do orçamento ao longo de todo o prazo.